Afro-religioso
Filme passense recebe menção honrosa em festival americano e ganha versão internacional
“O Sagrado que Dança”, foi reconhecido no Veterans Media Showcase, em Tampa, na Flórida, e amplia sua circulação fora do Brasil.
Publicado em 13/05/2026 às 04:36
O documentário em curta-metragem “O Sagrado que Dança”, produzido em Passos, recebeu menção honrosa no Veterans Media Showcase, festival realizado em Tampa, na costa oeste da Flórida, nos Estados Unidos. O reconhecimento marca um novo passo na trajetória da obra, que agora também ganha versão internacional, ampliando o alcance da produção mineira para públicos fora do Brasil.
Dirigido por Lucas Jesus, o curta retrata a trajetória de Maria Aparecida, matriarca do Terno de Congo Marinheiros de São Domingos, figura central na preservação do Congado em Passos. A produção valoriza a força da religiosidade afro-brasileira, da cultura popular e da memória coletiva, destacando a importância das lideranças tradicionais na manutenção dos saberes ancestrais.
Inteiramente produzido em Passos, o filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico. A obra acompanha ensaios, celebrações e momentos simbólicos do Terno de Congo, revelando a dimensão espiritual, artística e comunitária da manifestação.
A menção honrosa no festival americano reforça a relevância do documentário para além do território local. Ao levar para uma mostra internacional uma narrativa ligada ao Congado, à ancestralidade e à fé afro-brasileira, “O Sagrado que Dança” coloca a cultura passense em diálogo com outros públicos e fortalece a presença de produções brasileiras em espaços de circulação internacional.
Com roteiro de Jean Carllo e direção de fotografia de Bruno Sette, o curta combina depoimentos, registros audiovisuais e elementos sensoriais para construir uma narrativa de escuta, respeito e valorização cultural. A nova versão internacional foi preparada para ampliar a compreensão da obra fora do país e favorecer sua participação em festivais, mostras e circuitos culturais estrangeiros.
Antes do reconhecimento nos Estados Unidos, o documentário já havia sido selecionado para o Festival de Cinema Afro-Religioso Cine Deburu, no Distrito Federal, concorrendo nas categorias Melhor Filme de Não Ficção e Melhor Filme pelo Júri Popular. A obra também acumula outras seleções em 2025, como finalista na Mostra de Cinema das Missões, indicação oficial no Festival Internacional de Cinema de Itaúna, seleção oficial no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e seleção oficial na Periférica Mostra de Cinema, consolidando a circulação do filme em diferentes espaços do audiovisual nacional e internacional.

Fonte: Ascom (editado)
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